Notícias · 29 de out. de 2026
Oficina sobre aspectos linguísticos da Libras na FFLCH-USP

A I Semana de Encontros Plurais, organizada pelo Pluraliza, grupo de alunas da FFLCH-USP, reuniu de 26 a 30 de outubro de 2026 oficinas, aulas abertas e palestras sobre línguas, culturas e plurilinguismo. A convite do grupo, conduzi no dia 29 a oficina dedicada à Libras, voltada a quem nunca estudou a língua. Em duas horas, passamos pela diferença entre as modalidades das línguas, pela estrutura dos sinais, pelo uso do espaço e pelos classificadores, e por alguns mitos frequentes sobre as línguas de sinais.
Aprender uma língua e aprender sobre ela são coisas diferentes. Para quem nunca teve contato com a Libras, entender como ela se organiza ajuda a desfazer ideias comuns, como a de que seria universal ou uma versão sinalizada do português, e a reconhecê-la como língua, com gramática própria e uma comunidade de usuários. Esse reconhecimento tem consequências práticas. Dele dependem decisões sobre educação e acesso à informação, e é a partir dele que a acessibilidade se articula com os direitos linguísticos das pessoas surdas. Por isso, considero que estudar a Libras como língua é um bom ponto de partida para quem pretende aprendê-la ou trabalhar com pessoas surdas.
Ao final, quem participou recebeu indicações de leitura e de consulta e a recomendação de procurar um curso de Libras, de preferência com professoras e professores surdos.

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